28 de janeiro de 2016

Pleno 2016 e eu começando um blog

Hello, stranger. 

Ou algo do tipo.

Cá estamos nós de novo, mais uma vez dizendo que vamos voltar pra essa novela de ter e manter um blog ativo. Eu sei exatamente os motivos pelos quais resolvi voltar a escrever, sei os motivos pelos quais escolhi fazer isso numa plataforma nova, etc. Talvez eu devesse começar explicando. 

Bom, quem acompanhava o meu blog anterior (RIP), sabe que eu já tive algumas crises existenciais com ele. Meu blog viveu comigo por altos e baixos, passou pela treva do Ensino Médio e me causou algumas dores de cabeças de pessoas-que-nada-sabem-de-nada tirando sarro do nome dele. Passei o colegial inteirinho sendo chamada de Ela Rafaela, e eu acho que isso talvez faça com que eu volte àquele período, que não foi o melhor, e reviva algumas das piores lembranças da minha vida. Não estou aqui dizendo que tenho rancor do meu blog anterior, de forma alguma, a gente aprendeu um monte de coisas junto — tanto é que eu jamais pensaria em excluí-lo. Só que hoje estou em um outro lugar, o qual não cabe mais nele. Cresci agora sou mulher e acho que criar um blog novo é uma forma de marcar isso, de uma vez por todas. Sou uma outra pessoa e mereço um outro lugar, novinho em folha, para escrever sobre essa outra pessoa, com outro óculos e outro ponto de vista. O clima aqui é ótimo, o ar que eu respiro é puro e, ufa, ainda bem que cheguei aqui.

Como nada é tão simples na vida de quem não manja de layout e todos os paranauês que ter um blog envolve, eu got by with a little help from my friend e resolvi pedir ajuda pra Giu. Fácil não foi, mas Amanda Palmer me ensinou que tudo bem pedir, ainda mais quando a pessoa do outro lado da linha é uma das minhas melhores amigas com todas as implicações que a expressão carrega. A Giu riu da minha cara, "não acredito que você ficou com vergonha de me pedir isso, sua creiça!", e arrumou esse layout maravilhoso pra mim em menos de 24 horas (sério, essa mulher é sem precedentes). Minutos depois, conversando com ela, foi que eu decidi começar do zero e dar este título — que ficou bem parecido com o dela, de tão bichas que somos. 

Not your honey pie é o título dessa minha nova casa por motivos de "My Song 5", das HAIM, sim, mas também porque acho que expressa muito bem o meu atual momento da vida, o lugar no qual estou. Não sou a tortinha de mel de ninguém, não levo mais desaforo pra casa e cansei de colocar minha felicidade nas mãos de pessoas-que-nada-sabem-de-nada. Enfim, sempre que eu quero me lembrar de tudo isso, de como cheguei aqui e de como precisei andar pelo inferno pra me salvar, eu coloco essa música pra tocar, junto com a minha armadura de bad boss e toco a minha vida. Geralmente funciona, quase sempre, entre altos e baixos.

No mais, acho que é isso? É uma aventura, mas é das melhores. Espero que daqui a uns meses eu não olhe para este blog e pense que foi um desperdício de dinheiro aquele que usei para pagar pelo domínio. Tomara que não. 

Sei lá, é a Gillian Anderson, usando vermelho e dando boas vindas. Quer mais o que?

Tema base por Maira Gall | Edição por Giuliana Motyczka